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São inúmeras as notícias e informações ruins sobre enxaqueca – dá para fazer essa constatação com uma simples pesquisa na internet. Por isso mesmo, não há necessidade de usar as linhas abaixo para empilhar tudo de negativo que se fala sobre a doença. Que tal, então, trabalhar o outro lado dessa moeda? Porque, sim, mesmo com o diagnóstico de enxaqueca, já é possível que o paciente viva de forma plena.1

Cada vez menos restrições

As limitações para os pacientes diminuem à medida que a medicina avança no conhecimento sobre a enxaqueca. Chocolate e álcool, por exemplo, foram apontados como dois vilões da doença, capazes de deflagrar crises. Hoje, já se sabe que nenhum paciente precisa se privar de comer um de seus docinhos preferidos ou aproveitar uma dose moderada de vinho, por exemplo.2,3

Isso não significa que um paciente de enxaqueca não precise tomar cuidados. Sabe-se que determinados comportamentos ou hábitos levam a crises. Falta de hidratação, alimentação inadequada (ou falta de alimentação), sono irregular e quadros seguidos de estresse são responsáveis pela chegada das dores de cabeça latejantes típicas de quem sofre da doença.1

As crises de enxaqueca seguem presentes, mas vamos olhar para o lado positivo aqui: com cuidados preventivos, os dias saudáveis e sem dor podem ser muito mais frequentes do que aqueles vividos com limitações.4

Precisão no diagnóstico e tratamento

Para ter uma vida plena mesmo com enxaqueca, é fundamental um tratamento adequado acompanhado por um neurologista, médico que trata distúrbios e doenças do cérebro, medula espinhal, nervos e músculos.5 Isso é determinante porque cerca de metade dos pacientes que sofrem com a doença ainda não receberam diagnóstico.6

A partir do diagnóstico preciso e do tratamento adequado feito com disciplina, é possível aliviar os sintomas e a intensidade das crises.7 Também vale a pena apostar, paralelamente, em atividades complementares, como ioga e meditação. Elas não curam, mas proporcionam sensação de bem-estar e podem ajudar bastante o paciente a lidar com a enxaqueca.8


Referências

1. American Migraine Foundation. Top 10 migraine triggers and how to deal with them. Disponível em: https://americanmigrainefoundation.org/understanding-migraine/top-10-migraine-triggers-and-how-to-deal-with-them/ Acesso em agosto de 2019.
2. Migraine Again. Will chocolate trigger a migraine? What the research says. Disponível em: https://migraineagain.com/can-chocolate-trigger-a-migraine/ Acesso em agosto de 2019.
3. Zlotnik Y, Plakht Y, Aven A, Engel Y, Am NB, Ifergane G. Alcohol consumption and hangover patterns among migraine sufferers. J Neurosci Rural Pract. 2014;5(2):128-34.].
4. Migraine Research Foundation. Migraine Treatment. Disponível em: http://migraineresearchfoundation.org/about-migraine/migraine-treatment/ Acesso em agosto de 2019.
5. Migraine.com. Migraine headaches doctors. Disponível em: https://migraine.com/migraine-headaches-doctors/ Acesso em agosto de 2019.
6. Migraine Research Foundation. What is migraine? Disponível em: http://migraineresearchfoundation.org/about-migraine/what-is-migraine/ Acesso em agosto de 2019.
7. American Migraine Foundation. Effects of exercise on headaches and migraines. Disponível em: https://americanmigrainefoundation.org/resource-library/effects-of-exercise-on-headaches-and-migraines/ Acesso em agosto de 2019.
8. Migraine Research Foundation. Non-drug treatments. Disponível em: http://migraineresearchfoundation.org/about-migraine/migraine-treatment/non-drug-treatments/ Acesso em agosto de 2019.