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Não é segredo que todo casal passa por diferentes fases. Todo relacionamento tem momentos melhores, outros mais mornos. E quando um dos dois sofre de enxaqueca, se não houver uma abordagem séria e honesta do problema, as uniões correm maior risco.1

Um estudo realizado pelo Serviço Neurológico Sandvika, na Noruega, observou durante seis meses 1.810 mulheres, de 18 a 35 anos, que sofrem de enxaqueca. Nesse período, 62% delas relataram ter sido incapazes de passar tempo com a família pelo menos uma vez.2

O impacto no casamento é evidente: alguns dos sintomas da enxaqueca, como forte dor de cabeça, tontura, náusea e sensibilidade à luz e ao som, tornam quase impossível a interação com outras pessoas durante as crises.3 Neste caso, cria-se um foco de tensão natural no longo prazo por causa da doença, inclusive porque a vida sexual também é afetada: 90% das pacientes relatam comprometimento da função sexual e 17% dizem ter baixo desejo sexual.3,4

Falar abertamente em primeiro lugar

A enxaqueca não pode ser um tabu no relacionamento. O canal de comunicação precisa estar aberto e você deve dizer à parceira ou ao parceiro o que sente durante uma crise.1 O melhor é poder contar com ajuda durante as crises, mas é preciso entender bem a doença para saber por onde começar. Esconder a enxaqueca só causará irritação e falta de compreensão quando você não quiser se relacionar sexualmente ou se mostrar mal-humorado(a).5

Estabelecer limites e responsabilidades

Estar aberto(a) a ajudar é importante, mas antes de tudo é fundamental que não coloque pressão demais.1 Você deve ajudar a delimitar claramente as expectativas e mostrar que é natural que durante as crises, partes importantes de um relacionamento sejam comprometidas, como é o caso das conversas mais longas e das relações sexuais.4

Procurar tratamento

A compreensão do(a) parceiro(a) é fundamental, mas o paciente também precisa de ajuda especializada. Mais da metade das vítimas de enxaqueca não são diagnosticadas.6 Então, se você se reconheceu neste post, mas ainda não procurou um médico neurologista, dar este passo pode melhorar muito sua vida – e também a do seu marido ou mulher.1


Referências

1. National Headache Institute. How to maintain a loving relationship while managing migraines. Disponível em: https://nationalheadacheinstitute.com/blog/maintain-a-relationship-while-managing-migraines/ Acesso em outubro de 2018.
2. Aud Nome Dueland, Rogelio Leira, Thomas A. Burke, Elizabeth V. Hillyer & Susan Bolge (2004) The impact of migraine on work, family, and leisure among young women – a multinational study, Current Medical Research and Opinion, 20:10, 1595-1604, DOI: 10.1185/030079904X3357.
3. American Migraine Foundation. Understanding migraine – Migraine and your marriage. Disponível em: https://americanmigrainefoundation.org/understanding-migraine/migraine-your-marriage/ Acesso em outubro de 2018.
4. Everyday Health. Are Headaches to Blame for Your Less-Than-Stellar Sex Life? Disponível em: https://www.everydayhealth.com/headache-and-migraine/0301/are-headaches-to-blame-for-your-less-than-stellar-sex-life.aspx Acesso em outubro de 2018.
5. Migraine Treatment Centers of America. Having a Happy Marriage Despite Migraines. Disponível em: https://migrainecenters.com/blog/having-a-happy-marriage-despite-migraines/ Acesso em outubro de 2018.
6. Migraine Research Foundation. What is migraine? Disponível em: http://migraineresearchfoundation.org/about-migraine/what-is-migraine/ Acesso em outubro de 2018.

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