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Um tratamento não farmacológico da enxaqueca, quando adicionado ao tratamento clínico tradicional (medicamentoso), pode tornar-se de grande valia para o paciente.1,6 Medidas simples, como descansar ou dormir durante uma crise de enxaqueca, permanecer em um ambiente calmo, arejado e com pouca luz, são conhecidas por serem eficazes e podem aliviar a dor.1 O uso de compressas frias na testa e nas têmporas também é relatado por muitos como sendo eficaz.1

A Academia Americana de Neurologia também recomenda intervenções cognitivas e comportamentais para a prevenção da enxaqueca, incluindo relaxamento, que pode ser feito através da técnica de Biofeedback (a pessoa aprende a controlar melhor sua respiração, circulação sanguínea e tensão muscular) e terapia cognitivo-comportamental.2 Embora a enxaqueca não seja um fenômeno psicológico, o estresse pode propiciar o aparecimento de enxaquecas.5 A terapia pode ajudar o paciente a identificar as fontes de estresse, e como os comportamentos e os pensamentos afetam a forma como a dor é percebida.2,3

Prevenção das crises de enxaqueca

Para a profilaxia ou prevenção das crises de enxaqueca, medidas como sono, exercícios físicos e alimentação regulares, e não ingestão de alimentos desencadeantes (como vinho tinto, outras bebidas alcoólicas, chocolate, queijo, embutidos, alimentos ricos em glutamato de sódio e nitritos, aspartame) podem auxiliar.2-4 Aqui, deve-se lembrar que os pacientes devem estar atentos quanto aos fatores desencadeantes das crises, para que possam identificar esses fatores e, assim, reduzir a frequência dos episódios de enxaqueca.1

Outras medidas como a hipnoterapia, homeopatia, acupuntura, manipulação cervical, massagens terapêuticas, prática de yoga e tai chi chuan e terapia de neuroestimulação podem promover bem-estar e uma boa saúde geral, porém os resultados no tratamento da enxaqueca são variáveis.1-4 Ainda não há comprovação cientifica quanto aos resultados benéficos.1,4


Referências

1. Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Recommendations for the treatment of migraine attacks – a Brazilian consensus. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/anp/v74n3/0004-282X-anp-74-03-0262.pdf Acesso em abril de 2018.
2. com. Preventive treatment for migraine: non-pharmacologic option. Disponível em: https://migraine.com/pro/preventive-treatment-for-migraine-non-pharmacologic-options/ Acesso em abril de 2018.
3. Mayo Clinic. Migraine – Diagnosis and Treatment. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/migraine-headache/diagnosis-treatment/drc-20360207 Acesso em abril de 2018.
4. Migraine Research Foundation. Non-drug treatments. Disponível em: http://migraineresearchfoundation.org/about-migraine/migraine-treatment/non-drug-treatments/ Acesso em abril de 2018.
5. Psychology Today. “Just a Headache?” You’ve never had a migraine. Disponível em: https://www.psychologytoday.com/us/blog/thinking-about-kids/201609/just-headache-youve-never-had-migraine Acesso em junho de 2018.
6. Research Gate. Non-pharmacological approaches in the management of recurrent headache disorders and their comparison and combination with pharmacotherapy. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/256523974_Nonpharmacological_approaches_in_the_management_of_recurrent_headache_disorders_and_their_comparison_and_combination_with_pharmacotherapy Acesso em junho de 2018.

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